OUVIR É ... 

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Josi Pieri Lima
Assessora de Gabinete da Secretaria Municipal da Fazenda
em Indaiatuba SP

     

        O homem moderno é muito solicitado. São tantos compromissos que acabamos nos impedindo de ouvir preciosos sons que se perdem no cotidiano. Tornamo-nos escravos da agenda e do celular que não sobra tempo para ouvir. 

      Já pela manhã somos acordados pelo ruído chato do despertador, porque assim condicionamos que é, e começamos o dia sem perceber os sons da natureza.


         Sons como das águas, dos pássaros que festejam mais um amanhecer, da cafeteira que parece nos dizer bom dia exigem concentração demais para serem notados.     

        Ouvimos mas não escutamos. Estamos tão absorvidos em nossas preocupações e na ânsia do ter de realizar que é impossível “desperdiçar” tempo para desfrutar dessas pequenas melodias.


      Escutar é uma aptidão que mantém as pessoas juntas. Aprendemos quando escutamos e percebemos outros sentidos não implícitos na audição auricular. É atender a “outros chamados”. Escutar  é estabelecer relação com  aquele que se quer fazer conhecido.  É nos pôr no lugar do outro, assim veremos da mesma forma e criaremos abertura para nova óptica e oportunidade de esclarecimento.


     Quando não  captamos o sentimento que acompanha a linguagem, ouvimos  só o que queremos ouvir.. Ouvimos  palavras e não o significado delas. Ouvimos partes das falas. Falas fragmentadas e que tenham a ver conosco, apenas.


     Ninguém quer conselhos. Queremos um aguçar do olhar. Queremos é ser escutados,  não somente para sermos aprovados mas sim para sermos identificados. Escutar  denota que alguém  está interessado no que estamos falando e é muito mais que isso – que alguém está interessado em mim como pessoa.


Embora pareça um gesto passivo não é. É um processo ativo. Ao escutarmos  não devemos estar preocupados com o que vamos responder, muitas vezes nem é preciso.

 Naquele momento o que é preciso é estar inteiro, prestar atenção. Interessa somente o escutar   para  que o outro reconheça que está sendo entendido. Não é necessário que haja concordância. O bom ouvinte não é o que concorda, é o que compreende sobre outra perspectiva, sem depreciação, censura ou julgamento. É o que critica o fato e não as pessoas. É o que não vê erro no pensamento do outro, vê uma explicação diferente para a questão explanada.


Escutar  é ter ternura para com o pensamento do outro. É ajudar na construção ou na formatação de uma verdade ainda não descoberta. É ampliar conceitos, é adquirir outros saberes. É a capacidade de encorajar o outro a enfrentar seus medos e aliviar suas tensões. É levar o outro a reflexão antes da ação, facilitando assim a solução do problema.


Ouvir é a busca mais profunda de si mesmo, o verdadeiro escutar...

 

02.09.2004 

Integrante da Sociedade dos Escritores de Indaiatuba 

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terça-feira, 31 de agosto de 2004 09:35:28

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Faço parte da Sociedade dos Escritores de Indaiatuba  e tenho uma coluna num jornal de circulação regional.
Obrigada